segunda-feira, 14 de junho de 2010

Zebras?



De fato não estamos em um tempo de surpresas no futebol. A cada quatro anos que separam uma Copa da outra eu espero ansiosamente que – além da vitória brasileira e derrota argentina – alguma zebra tome para si a luz dos holofotes.

Sim, sou grande defensor das zebras e acho que elas dão um tom diferente à competição, a exemplo de Camarões de Roger Milla, Senegal de 2002, dentre outras seleções que nos tiraram da rotina europeia ou sul-americana de vitórias. No entanto, vejo que cada Copa está mais difícil das seleções africanas representarem algum tipo de surpresa plausível. O futebol ainda é ruim tecnicamente e, apesar da vitória da seleção de Gana, não acho que com a exibição diante a fraca Sérvia podemos considerar que as estrelas negras são candidatas à zebra da vez.

Tinha grande esperança que, nesta Copa, esse simpático animal passeasse pelas relvas sul-africanas, porém, o diferente e inesperado está cada vez mais distante da burocracia exata dos esquemas táticos retranqueiros. Podemos até dizer que dentro desse contexto animal, a derrota dos leões camaroneses se juntou ao frango argelino nesse vasto safari de decepções.

É verdade que ainda é cedo, mas o fraco desempenho das seleções africanas, até agora, mostra que a zebra já é um animal em franca extinção no futebol. O que podemos esperar daqui pra frente é que a Costa do Marfim, com Drogba e Cia, mostre que a surpresa pode morar, sim, de baixo de uma camisa laranja.

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