De fato não estamos em um tempo de surpresas no futebol. A cada quatro anos que separam uma Copa da outra eu espero ansiosamente que – além da vitória brasileira e derrota argentina – alguma zebra tome para si a luz dos holofotes.
Tinha grande esperança que, nesta Copa, esse simpático animal passeasse pelas relvas sul-africanas, porém, o diferente e inesperado está cada vez mais distante da burocracia exata dos esquemas táticos retranqueiros. Podemos até dizer que dentro desse contexto animal, a derrota dos leões camaroneses se juntou ao frango argelino nesse vasto safari de decepções.
É verdade que ainda é cedo, mas o fraco desempenho das seleções africanas, até agora, mostra que a zebra já é um animal em franca extinção no futebol. O que podemos esperar daqui pra frente é que a Costa do Marfim, com Drogba e Cia, mostre que a surpresa pode morar, sim, de baixo de uma camisa laranja.
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