Qualquer pessoa que acompanhe a Copa do Mundo já ouviu falar – provavelmente, mal – da Jabulani, a tal bola do Mundial da África do Sul. Em zulu, a palavra quer dizer “celebração”. Mas para celebrar, na verdade, não há nada. Desde que os jogadores tiveram o primeiro contato com a nova pelota, a coitada foi chamada de “sobrenatural” e de “bola de supermercado”.No início, suspeitou-se que os jogadores patrocinados pela Nike estivessem fazendo uma espécie de cruzada contra a Adidas, fabricante da Jabulani. Mas agora, após três dias de partidas, já dá para atestar que a bola é ruim realmente e, o pior de tudo, está atrapalhando o andamento dos jogos. Quem joga bola às vezes ou até mesmo aqueles que acompanham o velho esporte bretão do conforto do lar já repararam a diferença: a Jabulani corre muito e quica demais. Quando o jogador se prepara para dominá-la, ela já passou. Quando é hora do arremate, cadê a Jabulani?
Da minha parte, enquanto peladeiro profissional de fim de semana, posso dizer que a bola faz a diferença no decorrer de uma partida. E, convenhamos, não há pior momento para testes que em plena Copa do Mundo.
Talvez a falta de intimidade dos jogadores com a nova bola explique o baixo número de gols até agora. Até o momento, foram apenas nove em sete partidas.
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